Mariana Jafet Cestari

Mulher, feminista, antirracista, socialista, jongueira, do axé. Caminhando devagar, saravo a terra que eu piso! Peço licença pra quem passou antes: sou efeito de memórias de/em lutas, prazeres, angustias e esperanças de um futuro com sentidos de igualdade e liberdade.

Na universidade, me formei em Letras (2005) e Linguística (2008) no IEL/Unicamp. Foi como estudante de graduação em Linguística, na área de Análise de Discurso, que comecei minhas pesquisas sobre discursos feministas com a orientação da professora Mónica Zoppi Fontana. Na iniciação científica, pesquisei publicações feministas da imprensa alternativa brasileira dos anos 1970, os jornais Brasil Mulher e Nós Mulheres. No mestrado, periódicos feministas de coletivos autônomos brasileiros e argentinos (as revistas Persona e Muchacha), também produzidos nos anos 1970, na conjuntura das ditaduras militares latino-americanas deste período. No doutorado, passei a estudar a organização do movimento de mulheres negras no Brasil.

A tese em andamento, intitulada “Feministas e antirracistas graças às Yabás ou vozes-mulheres negras” busca dialogar com os campos dos estudos feministas e de gênero bem como os estudos negros e sobre relações raciais, em especial com a produção de intelectuais-ativistas negras brasileiras como Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Sueli Carneiro e Jurema Werneck. O trabalho aborda o engajamento do movimento social e político de mulheres negras brasileiras pela tomada da palavra e por seus sentidos com/no interior dos feminismos no processo de sua afirmação como sujeito político autônomo nos anos 1980, década de importantes iniciativas do movimento a nível nacional e continental. O objetivo central é compreender a constituição histórica e discursiva deste lugar de enunciação coletivo próprio das, para e sobre as mulheres negras forjado em processos de subjetivação/identificação que envolvem o movimento de inclusão/exclusão nos confrontos e alianças estabelecidos com os discursos feministas e antirracistas.

Aqui um dos trabalhos publicados: « Sentidos e memórias em luta : mulheres negras brasileiras no III Encontro Feminista Latinoamericano e Caribenho (1985)», Nuevo Mundo Mundos Nuevos

Currículo Lattes

La lutte pour le sens et pour une mémoire dans le discours du mouvement des femmes noires au Brésil

Resumé

Notre recherche interroge les controverses sur la signification de(s) « femme(s) noire(s) » dans les réseaux socio-historiques de la mémoire inscrits dans ce qu’on appelle « mouvement des femmes noires » au Brésil. En considérant différents niveaux d’interlocution qui entrecroisent des mémoires particulières, nous analysons des films et des textes relatifs à l’émergence de ce mouvement. Les formulations produites depuis différents lieux énonciatifs parlent de la place des femmes noires lors des luttes dans l’histoire brésilienne (et celles des ancêtres en Afrique) dans le travail, les manifestations culturelles et artistiques, les religions afro-brésilienne…, tout en refusant les images stéréotypées et dépréciatives des femmes noires liées à la servitude, la soumission et sexualisation. À partir des études de discours, nous nous interrogerons sur les dispositifs énonciatifs mis en place dans la construction des « femmes noires », en tant qu’objet paradoxal et sujet du discours par rapport au passé, mais aussi en relation avec les représentations d’avenir.

comentários
  1. […] Lembrei-me que Mariana Cestari (doutoranda em linguística na Unicamp e minha colega/amiga do grupo de pesquisa Mulheres em […]

  2. […] Je me suis rappelée que Mariana Cestari (doctorante en Linguistique à l’Unicamp et ma collègue du groupe de recherches Femmes en […]

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